sábado, 21 de fevereiro de 2026

Coxipó do Ouro celebra 305 anos da primeira missa do Centro-Oeste com fé, memória e presença de autoridades

Neste sábado (21/02/2026), a comunidade do Coxipó do Ouro em Cuiabá viveu um momento marcante de fé e valorização histórica com a celebração em ação de graças pelos 305 anos da primeira missa do Centro-Oeste Brasileiro, ocorrida em 21 de fevereiro de 1721. A cerimônia reuniu moradores, famílias pioneiras, autoridades civis e religiosas, reafirmando o compromisso coletivo de manter viva essa tradição secular.

A missa foi presidida pelo Padre Raul Felipe da Cruz Berto, vigário da Pastoral Santíssima Trindade, e teve como cocelebrante o Padre Elilzo, pároco da Paróquia São Sebastião, no bairro Três Barras. A liturgia foi marcada por profundo recolhimento espiritual e forte conexão com a história da evangelização na região.

Durante o sermão, Padre Raul explicou que sua reflexão foi inspirada no mesmo sermão proclamado em 1721 pelo Padre Jerônimo Botelho, respeitando o padrão litúrgico da Igreja, que preserva a continuidade da fé e da doutrina ao longo dos séculos. Assim como naquela primeira celebração, foram utilizados dois trechos bíblicos que dialogam diretamente com a realidade histórica e espiritual do Coxipó do Ouro.

O primeiro texto proclamado foi a Segunda Carta aos Coríntios (capítulo 11, versículo 19 até capítulo 12, versículo 9), na qual o apóstolo Paulo relata suas dificuldades, sofrimentos e fragilidades, afirmando que é justamente na fraqueza que se manifesta a força da graça de Deus. Padre Raul relacionou essa passagem à trajetória da evangelização na região, marcada por desafios, perdas e sacrifícios, mas sustentada pela fé perseverante que atravessou mais de três séculos.

O segundo trecho, também utilizado na celebração original de 1721, foi o Evangelho segundo Lucas (capítulo 8, versículos 4 a 15), conhecido como a Parábola do Semeador. Na passagem, Jesus ensina que a semente lançada em terra boa é aquela que frutifica, produzindo resultados duradouros. Em sua homilia, Padre Raul comparou essa mensagem com a data celebrativa, destacando que a primeira missa realizada no Coxipó do Ouro foi como uma semente lançada em solo fértil, que germinou ao longo do tempo e hoje dá frutos na fé viva da comunidade, na preservação da história e na união do povo.

Segundo o sacerdote, celebrar os 305 anos da primeira missa é reconhecer que aquela semente plantada em 1721 continua produzindo frutos, especialmente quando a comunidade se mantém aberta à Palavra, à memória e ao compromisso com as futuras gerações.

O evento contou com a presença de diversas autoridades, entre elas a Vilmara Vidica, secretária adjunta de Cultura; o Nivaldo Carvalho, secretário de Planejamento de Cultura Municipal de Cuiabá; o Francisco das Chagas Rocha, diretor do MISC; o Danilo Gaiva, diretor especial da Secretaria de Governo; a Andreia London, presidente da SANECAP; e o Adilson Miranda, subprefeito do Distrito da Guia.

Também participaram o Tarcísio, ministro da Eucaristia; o Thiago Pedroso, presidente da Central de Associações Rurais; e o Antônio Virgilio, representando a Associação de Moradores do Coxipó do Ouro, além de inúmeros fiéis e moradores da região.

Em sua fala, Thiago Pedroso destacou a importância do momento histórico para o Coxipó do Ouro e para Mato Grosso, ressaltando que a celebração dos 305 anos da primeira missa reafirma o papel fundamental das comunidades rurais na construção cultural, social e espiritual do Estado.

Já Antônio Virgilio, morador da comunidade, lembrou que Cuiabá foi fundada em 1719 e explicou que o registro da primeira missa na região ocorreu dois anos depois, em 1721, em razão do falecimento do filho de Pascoal Moreira Cabral, emboscado na região de Mutuca. Segundo ele, aproveitou-se a ocasião para a realização da missa de sétimo dia, fato que acabou marcando definitivamente a história religiosa local.

O diretor do MISC, Francisco das Chagas Rocha, acrescentou outro dado relevante ao lembrar que, além de ser palco da primeira missa do Centro-Oeste, a igreja do Coxipó do Ouro também integra a história nacional: foi nela que, em 1883, foi batizado Eurico Gaspar Dutra, que mais tarde se tornaria Presidente da República do Brasil.

 

A celebração contou ainda com a presença de várias famílias pioneiras da região, entre elas Oliveira, Pedroso, Strobel, Amorim e Freitas, reforçando o caráter comunitário e a continuidade histórica do evento.

Ao final da cerimônia, os participantes receberam uma lembrancinha comemorativa, simbolizando os 305 anos da primeira missa do Centro-Oeste Brasileiro e reafirmando o compromisso da comunidade em preservar, celebrar e transmitir essa rica herança de fé e história às futuras gerações.






sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Coxipó do Ouro celebra 305 anos da primeira missa do Centro-Oeste Brasileiro

A comunidade de Coxipó do Ouro se prepara para viver um momento histórico de fé, memória e identidade cultural. No dia 21 de fevereiro de 2026 (sabado), às 8 horas da manhã, será celebrada a Missa em Ação de Graças pelos 305 anos da primeira missa do Centro-Oeste Brasileiro, marco fundamental da história religiosa da região.

A celebração será presidida pelo Padre Raul Felipe da Cruz Berto e deve reunir fiéis, moradores, lideranças comunitárias e devotos que mantêm viva essa tradição secular. Após a celebração, será distribuída uma lembrancinha comemorativa aos participantes, como forma de marcar e eternizar este momento tão significativo para a história local.

A data remete ao 21 de fevereiro de 1721, quando foi celebrada a primeira missa do Centro-Oeste Brasileiro pelo Padre Jerônimo Botelho, ato que marcou não apenas o início da evangelização na região, mas também um dos capítulos mais importantes da formação histórica e espiritual de Mato Grosso.

A preservação dessa memória religiosa ganhou força especialmente a partir da década de 1970, graças à iniciativa do Adolfo Vilela de Miranda, que passou a realizar, todos os anos, uma reza em alusão à primeira missa. A tradição era mantida rigorosamente na data de 21 de fevereiro, fizesse sol ou chuva, tornando-se um gesto de fé, resistência e profundo amor à história local.

Hoje, essa herança espiritual é assumida pela comunidade, que reafirma o compromisso de manter viva e celebrar essa grandiosa data, fortalecendo os laços entre fé, cultura e identidade, e transmitindo às novas gerações o valor de mais de três séculos de devoção.

Toda a comunidade está convidada a participar deste momento especial de oração, memória e gratidão, celebrando 305 anos de história que seguem vivos no coração do Coxipó do Ouro.




LEI Nº 7.242, DE 11 DE ABRIL DE 2025

DISPÕE SOBRE A INSTITUIÇÃO DA DATA COMEMORATIVA DA PRIMEIRA MISSA CELEBRADA NO MUNICÍPIO DE CUIABÁ.

O PREFEITO MUNICIPAL DE CUIABÁ - MT, Faço saber que a Câmara Municipal de Cuiabá - MT, aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica instituído o Dia da Primeira Missa em Cuiabá, a ser comemorado anualmente no dia 21 de fevereiro, com referência à primeira celebração religiosa realizada no Município em 21 de fevereiro de 1721.

Art. 2º A celebração do Dia da Primeira Missa passará a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Município de Cuiabá.

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Alencastro, em Cuiabá-MT, 11 de abril de 2025.

ABÍLIO JACQUES BRUNINI MOUMER
PREFEITO MUNICIPAL


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Do Buritizal à Chapada: a história de superação de Totó, símbolo de trabalho no Coxipó do Ouro

O site do Coxipó do Ouro abre espaço para contar histórias que representam a essência da comunidade. Entre elas, destaca-se a trajetória de Antônio dos Santos de Oliveira, carinhosamente conhecido como Totó, cuiabano, nascido em 14 de julho de 1950, agricultor rural e exemplo vivo de esforço, dignidade e amor à terra.

Morador da comunidade de Buritizal, no tradicional distrito do Coxipó do Ouro, Totó construiu sua vida a partir do trabalho no campo. Plantava mandioca, colhia, moía e produzia farinha, polvilho e o famoso biju, iguarias que carregam o sabor da cultura mato-grossense. Mas o que mais chama atenção em sua história não é apenas a produção artesanal, e sim o caminho percorrido para garantir o sustento da família.

Durante anos, Totó enfrentou um trajeto desafiador até a cidade de Chapada dos Guimarães. Eram aproximadamente 6 quilômetros de ida e outros 6 de volta, por um trecho íngreme conhecido como trilha do Xavier, utilizado principalmente na época da seca. A subida da serra chegava a mais de 700 metros de elevação, entre trilhas estreitas e penhascos, exigindo preparo físico, coragem e determinação.

 

Nas costas, ele carregava um saco de farinha com volume de 48 litros. Ao chegar à cidade, comercializava o produto de forma simples e honesta, medindo o volume com uma lata de óleo. Após concluir as vendas, seguia ao mercado para fazer as compras da casa: café, açúcar e outras miudezas que eram levadas de volta em um saco de pano, novamente enfrentando o mesmo percurso desafiador.

Essa rotina se repetiu por décadas, marcada por esforço diário e compromisso com a família. Em 2023, Totó decidiu encerrar a atividade de comercialização. Hoje, vive com saúde, disposição e orgulho da trajetória construída, permanecendo como uma referência de solidariedade e colaboração dentro da comunidade.

A história de Totó é mais do que um relato do passado: é um testemunho de que o trabalho honesto, a perseverança e a fé são capazes de transformar desafios em conquistas. Em tempos de facilidades e imediatismos, sua trajetória nos lembra que cada passo, mesmo os mais difíceis e íngremes, pode nos levar mais alto do que imaginamos.

Que o exemplo de Totó inspire as novas gerações do Coxipó do Ouro a valorizarem suas raízes, acreditarem na força do trabalho e nunca desistirem diante das dificuldades. Porque é da terra, do esforço e da coragem que nascem as maiores histórias.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Bingo Dançante movimenta Coxipó do Ouro em prol da Festa do Divino Espírito Santo

Coxipó do Ouro se prepara para um momento de fé, confraternização e alegria com a realização do Bingo Dançante em prol da Festa do Divino Espírito Santo a R$20,00 a cartela. O evento acontecerá no dia 01º de março, com início às 11h, no Ranchão de festa  da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, reunindo moradores, devotos e visitantes em uma programação especial que une solidariedade, música e tradição.

A iniciativa tem como objetivo arrecadar recursos para a tradicional Festa do Divino, uma das manifestações religiosas e culturais mais importantes da região, mantendo viva uma tradição centenária que envolve a participação ativa da comunidade local.

Além do bingo, o público poderá desfrutar de um ambiente festivo, com bar no local, almoço (Feijoada) incluído na compra da cartela e muita animação ao som da Banda Embalo Sim Sucessinho, garantindo um clima dançante durante todo o evento.

Premiação atrativa

Para incentivar ainda mais a participação, a organização preparou prêmios de destaque para os vencedores do bingo:

  • 🥇 01 Novilha

  • 🥈 01 Carneiro

  • 🥉 R$ 300,00 em dinheiro

A compra da cartela dá direito ao almoço, reforçando o caráter comunitário do encontro, onde as famílias poderão se reunir, confraternizar e colaborar com a realização da Festa do Divino.

Tradição, fé e união comunitária

Eventos como este reforçam a importância da união da comunidade do Coxipó do Ouro na preservação de suas tradições religiosas e culturais. O Bingo Dançante não é apenas uma ação beneficente, mas também um momento de reencontro entre amigos, fortalecimento dos laços comunitários e valorização da história local.

A expectativa é de grande participação popular, mantendo viva a fé no Divino Espírito Santo e contribuindo diretamente para a realização de uma das festas mais aguardadas do calendário religioso da região.



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Fé, tradição e música marcam a Festa de São Sebastião e Laura Vicuña no Morro São Jerônimo

A comunidade da região do Coxipó do Ouro já se prepara para um dos momentos mais aguardados do calendário religioso local: a Festa de São Sebastião e Laura Vicuña, que será realizada no próximo 08 de fevereiro de 2026, na Estância São Sebastião, no Morro São Jerônimo.

O evento reúne devoção, tradição comunitária e confraternização, preservando um costume que atravessa gerações e fortalece os laços entre as famílias da zona rural e os moradores da região histórica do Coxipó do Ouro.

A programação começa cedo, às 9 horas, com reza cantada e o tradicional levantamento do mastro, um dos ritos mais simbólicos da festa, carregado de fé e significado cultural para os devotos. Ao meio-dia será servido o almoço comunitário, momento de partilha que é marca registrada das festividades religiosas da região.

Durante a tarde, a celebração ganha ritmo festivo com apresentações musicais. Às 13h30, a animação fica por conta da Banda Os Ferraz, seguida às 16h pela Banda Mega Som, garantindo a alegria dos participantes até o encerramento, previsto para as 19 horas.

A organização informa que a sonorização ficará sob responsabilidade da Sonorização Missinho e reforça que é proibida a entrada de bebidas, medida que visa manter a ordem e o espírito familiar do evento.

Mais do que uma festa, o encontro representa a continuidade da cultura religiosa popular do Coxipó do Ouro, onde fé, música, convivência comunitária e tradição caminham juntas. A expectativa é de grande participação de moradores da região, visitantes de Cuiabá e devotos que mantêm viva a devoção a São Sebastião e à jovem beata Laura Vicuña.

A Festa de São Sebastião e Laura Vicuña reafirma, mais uma vez, o papel do Coxipó do Ouro como guardião de importantes manifestações culturais e religiosas do estado de Mato Grosso.



COMISSÃO ELEITORAL DA ASPPRA DIVULGA CALENDÁRIO DAS ELEIÇÕES 2026

A Comissão Eleitoral da Associação de Pequenos Produtores Rurais do Aricazinho (ASPPRA), eleita em assembleia realizada no último dia 15 de ...