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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Coxipó do Ouro celebra 305 anos da primeira missa do Centro-Oeste com fé, memória e presença de autoridades

Neste sábado (21/02/2026), a comunidade do Coxipó do Ouro em Cuiabá viveu um momento marcante de fé e valorização histórica com a celebração em ação de graças pelos 305 anos da primeira missa do Centro-Oeste Brasileiro, ocorrida em 21 de fevereiro de 1721. A cerimônia reuniu moradores, famílias pioneiras, autoridades civis e religiosas, reafirmando o compromisso coletivo de manter viva essa tradição secular.

A missa foi presidida pelo Padre Raul Felipe da Cruz Berto, vigário da Pastoral Santíssima Trindade, e teve como cocelebrante o Padre Elilzo, pároco da Paróquia São Sebastião, no bairro Três Barras. A liturgia foi marcada por profundo recolhimento espiritual e forte conexão com a história da evangelização na região.

Durante o sermão, Padre Raul explicou que sua reflexão foi inspirada no mesmo sermão proclamado em 1721 pelo Padre Jerônimo Botelho, respeitando o padrão litúrgico da Igreja, que preserva a continuidade da fé e da doutrina ao longo dos séculos. Assim como naquela primeira celebração, foram utilizados dois trechos bíblicos que dialogam diretamente com a realidade histórica e espiritual do Coxipó do Ouro.

O primeiro texto proclamado foi a Segunda Carta aos Coríntios (capítulo 11, versículo 19 até capítulo 12, versículo 9), na qual o apóstolo Paulo relata suas dificuldades, sofrimentos e fragilidades, afirmando que é justamente na fraqueza que se manifesta a força da graça de Deus. Padre Raul relacionou essa passagem à trajetória da evangelização na região, marcada por desafios, perdas e sacrifícios, mas sustentada pela fé perseverante que atravessou mais de três séculos.

O segundo trecho, também utilizado na celebração original de 1721, foi o Evangelho segundo Lucas (capítulo 8, versículos 4 a 15), conhecido como a Parábola do Semeador. Na passagem, Jesus ensina que a semente lançada em terra boa é aquela que frutifica, produzindo resultados duradouros. Em sua homilia, Padre Raul comparou essa mensagem com a data celebrativa, destacando que a primeira missa realizada no Coxipó do Ouro foi como uma semente lançada em solo fértil, que germinou ao longo do tempo e hoje dá frutos na fé viva da comunidade, na preservação da história e na união do povo.

Segundo o sacerdote, celebrar os 305 anos da primeira missa é reconhecer que aquela semente plantada em 1721 continua produzindo frutos, especialmente quando a comunidade se mantém aberta à Palavra, à memória e ao compromisso com as futuras gerações.

O evento contou com a presença de diversas autoridades, entre elas a Vilmara Vidica, secretária adjunta de Cultura; o Nivaldo Carvalho, secretário de Planejamento de Cultura Municipal de Cuiabá; o Francisco das Chagas Rocha, diretor do MISC; o Danilo Gaiva, diretor especial da Secretaria de Governo; a Andreia London, presidente da SANECAP; e o Adilson Miranda, subprefeito do Distrito da Guia.

Também participaram o Tarcísio, ministro da Eucaristia; o Thiago Pedroso, presidente da Central de Associações Rurais; e o Antônio Virgilio, representando a Associação de Moradores do Coxipó do Ouro, além de inúmeros fiéis e moradores da região.

Em sua fala, Thiago Pedroso destacou a importância do momento histórico para o Coxipó do Ouro e para Mato Grosso, ressaltando que a celebração dos 305 anos da primeira missa reafirma o papel fundamental das comunidades rurais na construção cultural, social e espiritual do Estado.

Já Antônio Virgilio, morador da comunidade, lembrou que Cuiabá foi fundada em 1719 e explicou que o registro da primeira missa na região ocorreu dois anos depois, em 1721, em razão do falecimento do filho de Pascoal Moreira Cabral, emboscado na região de Mutuca. Segundo ele, aproveitou-se a ocasião para a realização da missa de sétimo dia, fato que acabou marcando definitivamente a história religiosa local.

O diretor do MISC, Francisco das Chagas Rocha, acrescentou outro dado relevante ao lembrar que, além de ser palco da primeira missa do Centro-Oeste, a igreja do Coxipó do Ouro também integra a história nacional: foi nela que, em 1883, foi batizado Eurico Gaspar Dutra, que mais tarde se tornaria Presidente da República do Brasil.

 

A celebração contou ainda com a presença de várias famílias pioneiras da região, entre elas Oliveira, Pedroso, Strobel, Amorim e Freitas, reforçando o caráter comunitário e a continuidade histórica do evento.

Ao final da cerimônia, os participantes receberam uma lembrancinha comemorativa, simbolizando os 305 anos da primeira missa do Centro-Oeste Brasileiro e reafirmando o compromisso da comunidade em preservar, celebrar e transmitir essa rica herança de fé e história às futuras gerações.






sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Coxipó do Ouro celebra 305 anos da primeira missa do Centro-Oeste Brasileiro

A comunidade de Coxipó do Ouro se prepara para viver um momento histórico de fé, memória e identidade cultural. No dia 21 de fevereiro de 2026 (sabado), às 8 horas da manhã, será celebrada a Missa em Ação de Graças pelos 305 anos da primeira missa do Centro-Oeste Brasileiro, marco fundamental da história religiosa da região.

A celebração será presidida pelo Padre Raul Felipe da Cruz Berto e deve reunir fiéis, moradores, lideranças comunitárias e devotos que mantêm viva essa tradição secular. Após a celebração, será distribuída uma lembrancinha comemorativa aos participantes, como forma de marcar e eternizar este momento tão significativo para a história local.

A data remete ao 21 de fevereiro de 1721, quando foi celebrada a primeira missa do Centro-Oeste Brasileiro pelo Padre Jerônimo Botelho, ato que marcou não apenas o início da evangelização na região, mas também um dos capítulos mais importantes da formação histórica e espiritual de Mato Grosso.

A preservação dessa memória religiosa ganhou força especialmente a partir da década de 1970, graças à iniciativa do Adolfo Vilela de Miranda, que passou a realizar, todos os anos, uma reza em alusão à primeira missa. A tradição era mantida rigorosamente na data de 21 de fevereiro, fizesse sol ou chuva, tornando-se um gesto de fé, resistência e profundo amor à história local.

Hoje, essa herança espiritual é assumida pela comunidade, que reafirma o compromisso de manter viva e celebrar essa grandiosa data, fortalecendo os laços entre fé, cultura e identidade, e transmitindo às novas gerações o valor de mais de três séculos de devoção.

Toda a comunidade está convidada a participar deste momento especial de oração, memória e gratidão, celebrando 305 anos de história que seguem vivos no coração do Coxipó do Ouro.




LEI Nº 7.242, DE 11 DE ABRIL DE 2025

DISPÕE SOBRE A INSTITUIÇÃO DA DATA COMEMORATIVA DA PRIMEIRA MISSA CELEBRADA NO MUNICÍPIO DE CUIABÁ.

O PREFEITO MUNICIPAL DE CUIABÁ - MT, Faço saber que a Câmara Municipal de Cuiabá - MT, aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica instituído o Dia da Primeira Missa em Cuiabá, a ser comemorado anualmente no dia 21 de fevereiro, com referência à primeira celebração religiosa realizada no Município em 21 de fevereiro de 1721.

Art. 2º A celebração do Dia da Primeira Missa passará a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Município de Cuiabá.

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Alencastro, em Cuiabá-MT, 11 de abril de 2025.

ABÍLIO JACQUES BRUNINI MOUMER
PREFEITO MUNICIPAL


sábado, 31 de janeiro de 2026

Deputado Wilson Santos reforça: Igreja do Coxipó do Ouro é a primeira do Centro-Oeste brasileiro

Em entrevista concedida à repórter Simone Guedes, da Rádio Senhor Bom Jesus, emissora oficial da Arquidiocese de Cuiabá, o deputado estadual de MT Wilson Santos, reconhecido por seu profundo conhecimento da história mato-grossense, destacou a importância histórica da Igreja do Coxipó do Ouro, afirmando que o templo é a primeira igreja construída não apenas em Cuiabá, mas em toda a região Centro-Oeste do Brasil.

Durante a conversa, o parlamentar ressaltou que a origem de Cuiabá está diretamente ligada à região do Coxipó do Ouro, onde bandeirantes paulistas, atraídos pela descoberta do ouro, fincaram os primeiros marcos de ocupação portuguesa no interior do continente, muito além dos limites estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas.

Foi nesse cenário que, em 21 de fevereiro de 1721, o padre jesuíta Jerônimo Botelho celebrou a primeira missa da história de Cuiabá, na então Igreja dedicada a Nossa Senhora da Penha de França, hoje conhecida como Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

 

Segundo Wilson Santos, compreender a importância dessa igreja é compreender a própria formação histórica, religiosa e cultural de Mato Grosso. “Ali nasceu Cuiabá”, reforça o deputado na entrevista, ao se referir ao antigo arraial da Forquilha e da confluência dos rios que marcaram o ciclo do ouro.

A fala do parlamentar valoriza ainda mais o papel do povoado do Coxipó do Ouro como berço da fé cristã, da organização social e do surgimento da capital mato-grossense.

O reconhecimento oficial dessa relevância histórica também foi consolidado recentemente com a sanção da Lei Municipal nº 7.242/2025, que institui o Dia da Primeira Missa em Cuiabá, celebrando justamente o marco ocorrido nesse local sagrado.

Tombada como patrimônio histórico pela Portaria nº 032/2010, a Igreja do Rosário permanece viva não apenas como monumento do passado, mas como centro ativo de fé, tradição e cultura popular, sendo palco de importantes festividades como a Festa do Divino Espírito Santo, das mais antiga manifestação cultural-religiosa do estado, iniciada em 1830.

A entrevista concedida à Rádio Senhor Bom Jesus reforça uma verdade histórica muitas vezes pouco conhecida: o Coxipó do Ouro não é apenas um distrito rural, mas o verdadeiro berço de Cuiabá e da presença católica no Centro-Oeste brasileiro.

Assista a entrevista abaixo:



sexta-feira, 26 de setembro de 2025

As Praias e Portos do Coxipó do Ouro: memórias, histórias e o futuro de um rio

Hoje celebramos o Dia Mundial dos Rios, lembrado todo quarto domingo de setembro. A data tem como objetivo conscientizar sobre a importância de proteger nossos rios, fundamentais para a vida, o equilíbrio do meio ambiente e o bem-estar da sociedade.

E aqui em nosso pedaço de Mato Grosso, o Coxipó do Ouro é um exemplo vivo dessa importância, carregando não só água, mas também memórias e histórias que atravessam gerações.

Para muitos moradores, o rio é parte da infância, da juventude e da vida comunitária. É cenário de lembranças contadas com brilho nos olhos por nomes conhecidos da região: Lúcia Pedroso Alves, Jonas Albertino de Amorim, Antônio Vergílio da Silva, Marcos Antônio dos Santos, Odete Caetano de Oliveira e Dinalte Tuiuiu.

Eles recordam com carinho dos piqueniques que reuniam famílias inteiras nas margens, dos desfiles improvisados que viravam festa, das tardes de jogos e brincadeiras, dos encontros de jovens e dos banhos de rio que lavavam não só o corpo, mas também a alma.

Com o passar do tempo o leito do rio mudou. O assoreamento desenhou novas paisagens e em meio às transformações, surgiram praias que se tornaram pontos de encontro e lazer. Algumas delas foram catalogadas pela comunidade, mas muitas ainda permanecem guardadas na memória de quem vive o Coxipó.

Portos e praias ao longo do leito do Coxipó do Ouro

  • Porto do Quartel

  • Praia de Mané Antônio

  • Porto de Sr. Mário

  • Praia do Acaiah

  • Capão de Bastião (antigamente Porto de captação d’água)

  • Praia de Pide Pide (antigamente Porto de Sr. João Pedro de Amorim)

  • Porto de Hélio Roder (antigamente Porto de Sr. Donato)

  • Porto de Sr. Nilo

  • Poção da Corda (antigamente chamado Maria Adiles)

  • Praia Principal

  • Praia do Meio

  • Praia de Baixo ou Reúno

  • Porto de Dona Zidória

  • Porto de Sr. Júlio

  • Poço Tembé (o mais fundo da região)

  • Poço das Três Pedras

  • Figueiral

  • Praia do Amor

  • Praia da Batec

  • Praia da Draga

  • Praia do Arraial dos Freitas

E aqui fica um convite: quais outros nomes de praias e portos você lembra? Quais histórias ainda precisam ser contadas? A memória coletiva é feita da contribuição de cada um e este registro só estará completo com a voz da comunidade.

O mistério da Praia Principal

Uma curiosidade: você sabia que a chamada praia principal do Coxipó tem nome? Ela se chama Maria Dias. Foi palco de encontros, eventos, desfiles e mergulhos inesquecíveis e segue viva na lembrança de quem a frequentou.

Um convite à união e à preservação

Entre lembranças e risadas, fica também um alerta sério: o Coxipó mudou e continua mudando. Se queremos que as próximas gerações tenham histórias tão bonitas quanto as de nossos avós e pais, precisamos cuidar do rio. Preservar as margens, evitar o lixo, combater o assoreamento.

Porque, no fim das contas, preservar o Coxipó do Ouro é mais do que cuidar de um rio: é proteger nossas lembranças e garantir que novas histórias continuem sendo escritas às suas margens.

E quem sabe, no próximo piquenique, enquanto alguém contar mais uma história do tempo dos desfiles e dos banhos de rio, possamos rir juntos, mas também refletir que preservar o Coxipó do Ouro é preservar um pedaço de nós mesmos.



segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Rio Coxipó: riqueza histórica, ambiental e vital para o futuro de Cuiabá

O Rio Coxipó é mais do que um recurso natural para a capital mato-grossense: ele carrega em suas águas séculos de história, identidade cultural e, sobretudo, a responsabilidade de sustentar a vida de milhares de cuiabanos.

No século XVII, os primeiros bandeirantes paulistas chegaram à região em busca de ouro. Manoel de Campos Bicudo, entre 1673 e 1682, foi o pioneiro a acampar na foz do rio Coxipó com o rio Cuiabá, batizando o local de São Gonçalo, em homenagem ao santo padroeiro dos navegantes. Poucas décadas depois, seu filho Antônio Pires de Campos retornou e encontrou a presença dos índios Coxiponés, que deram origem ao nome do rio. Com a descoberta de ouro, surgiria o vilarejo que se tornaria o atual distrito de Coxipó do Ouro, marco inicial da ocupação colonial em Mato Grosso.

Geograficamente, o rio nasce no Vale da Benção, em Chapada dos Guimarães, e percorre cerca de 79 quilômetros até desaguar no rio Cuiabá. Seus afluentes são os rios: Mutuca, Claro, Paciência, dos Peixes. Ao longo de seu curso, forma paisagens únicas, como a famosa cachoeira Véu de Noiva, cartão-postal que atrai turistas de todo o Brasil e do exterior. No entanto, também sofre os impactos da ação humana: ocupações irregulares, esgoto doméstico, mineração, queimadas e desmatamento da mata ciliar têm comprometido a qualidade de suas águas.

Mesmo diante dos desafios, o rio Coxipó continua sendo estratégico para a vida e o desenvolvimento. Ele abastece com água tratada a população de Cuiabá, tanto pela Estação de Tratamento de Água (ETA) do Tijucal quanto pela ETA do Coxipó do Ouro, que garante fornecimento ao distrito. Além disso, suas águas são essenciais para a agricultura familiar e para o turismo ecológico, atividades que movimentam a economia local.

Para o presidente da Central de Associações Rurais de Cuiabá, Thiago Pedroso, a preservação do rio é um compromisso coletivo:
“O Rio Coxipó do Ouro é um patrimônio natural que garante água para nossa cidade, alimento para a agricultura e oportunidades para o turismo sustentável. Ele é fonte de vida e desenvolvimento, mas precisa ser cuidado. Sem o rio, Cuiabá perde sua história, sua cultura e o futuro das próximas gerações.”

A história mostra que o rio foi o caminho da colonização, mas hoje ele precisa ser o caminho da preservação. A recuperação de sua bacia hidrográfica é urgente e depende da ação conjunta do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil. Só assim será possível devolver ao rio Coxipó a pureza de suas águas e a alegria que sempre proporcionou às famílias mato-grossenses.

NEILA BARRETO é jornalista, historiadora e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso.

Água tratada no Coxipó do Ouro: evolução, eficiência e a comunidade em ação

O abastecimento de água tratada no distrito de Coxipó do Ouro, em Cuiabá, tem passado por avanços importantes, com participação decisiva da comunidade local e da concessionária responsável, a Iguá Saneamento (Águas Cuiabá).

Início e mobilização comunitária

A história do abastecimento organizado no Coxipó do Ouro teve início no final da década de 1990, fruto da mobilização comunitária liderada por Dona Ivan Figueiredo Matos Tavares, então presidente da Associação de Moradores do Coxipó do Ouro (AMCO). Foi ela quem lançou as bases para levar esse importante benefício à região.

Na sequência, a gestão foi conduzida pela presidente Lúcia Pedroso Alves e pelo vice-presidente Jonas Albertino de Amorim, responsáveis pela continuidade do projeto e pelas obras que viabilizaram o sistema. Já o Prefeito municipal de Cuiabá Roberto França fez inauguração oficial em 13 de abril de 2003, durante a gestão do presidente Raimundo Silva Santos (Raimundinho) e do vice-presidente Ivo Santana Pedroso, marcando o início efetivo da operação da rede de distribuição, uma conquista que perdura até os dias atuais.

Desde aquela época  a expansão do saneamento passou a aproveitar o Rio Coxipó como manancial,  integradas ao sistema público de abastecimento.


A ETA da Vila do Coxipó do Ouro e funcionamento atual

A Estação de Tratamento de Água (ETA) está localizada na própria Vila do Coxipó do Ouro e opera de forma contínua, diariamente, das 6h até as 18h. A Iguá Cuiabá, concessionária responsável pelo sistema, garante a regularidade do serviço. Recentemente, no fim de semana de 30 de agosto, houve uma mudança significativa: o método de distribuição passou de gravidade para uso de bomba, com o objetivo de alcançar as regiões mais distantes, sobretudo aquelas além da escola local, onde o número de novos moradores tem crescido e há forte demanda por extensão da rede.

Operação eficiente e dedicada

À frente da operação na ETA, há muitos anos, estão dois moradores locais, José Carlos e João Alves. De forma serena, eficiente e dedicada, eles tornam tangível a segurança hídrica para a comunidade. Mesmo diante de eventuais desafios, como oscilações de energia. É um trabalho discreto, de resistência e compromisso.

Desafios e oportunidades de expansão

A comunidade do Coxipó do Ouro tem crescido, especialmente ao redor da escola e em áreas mais afastadas da ETA. A extensão da rede é urgente para atender esses novos moradores, muitos dos quais ficaram sem acesso à rede por morarem em zonas anteriormente não atendidas. A Iguá Cuiabá já realizou estudos e visitas técnicas com vereadores e lideranças comunitárias, entre elas representantes da AMCO e CAR-CBA, para identificar pontos prioritários de expansão.


Em caso de desabastecimento, entre em contato com a concessionária pelos canais de atendimento.
  • WhatsApp: (65) 99276-6008.
  • Call Center: 0800 646 6115 (ligação gratuita)


sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Praça Joana Batista Pojalle: a guardiã da fé eternizada no coração do Coxipó do Ouro

No centro do charmoso e histórico Coxipó do Ouro, encontra-se um espaço que carrega não apenas beleza, mas também um profundo significado para a comunidade: a Praça Joana Batista PojalleConhecida carinhosamente como Dona Joaninha, ela se tornou um símbolo de devoção, acolhimento e alegria na região.

Falecida em 1975, Dona Joaninha era da família Freitas e casada com Virgílio Pojalle, servidor da Prefeitura de Cuiabá que atuou no Cemitério do Coxipó do Ouro até sua aposentadoria em 1969. Embora não tenha tido filhos biológicos, foi mãe de coração de dezenas de crianças adotivas e afilhados.

Dotada de múltiplos talentos, foi parteira, costureira, confeiteira, reconhecida pelo tradicional bolo de arroz e o doce de leite e era uma conselheira querida, sempre chamada para apaziguar desavenças entre famílias. Como lembra o professor Antônio Vergilio da Silva, “era uma mulher de bom coração, bem-humorada, com espírito jovem e que nunca sabia dizer não a quem lhe pedisse ajuda”.

Na vida religiosa, Dona Joaninha teve papel fundamental. Foi zeladora da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, coordenadora das festas de santos, das rezas, dos arranjos das imagens e andores das procissões. Coube a ela, junto com o esposo Virgílio, a responsabilidade pelo tradicional sorteio dos Imperadores e Imperatrizes do Senhor Divino, mantendo viva uma das mais antigas tradições de Cuiabá.

Mas sua contribuição não se restringia à fé. Dona Joaninha também era a alma das festas comunitárias. Morava na Casa de Festa, onde sua cozinha estava sempre aberta para quem chegasse. Ali, ninguém ficava sem um prato de comida, e era comum que políticos, militares e moradores da região frequentassem seus bailes de fim de semana, em um espaço que se tornou ponto de encontro e convivência social. Seu trabalho era silencioso, mas fundamental para manter viva a fé e a tradição de um lugar que respira história.

A igreja que Dona Joana cuidava é parte do patrimônio cultural do Coxipó do Ouro, um distrito conhecido por seu papel nas rotas de ouro no período colonial e por preservar, até hoje, um modo de vida pacato e acolhedor. Ao dedicar-se ao templo, Dona Joana ajudava a manter essa herança viva, reforçando os laços entre fé e comunidade.

A escolha de seu nome para a praça central do Coxipó do Ouro é um gesto de gratidão e reconhecimento da comunidade a essa mulher que uniu religiosidade, solidariedade e alegria em tudo o que fez. A Praça Joana Batista Pojalle hoje é um espaço de lazer, fé e memória, uma extensão da própria história de Dona Joaninha, que permanece viva no coração e nas lembranças de todos que por ali passam, brincam, conversam, se reúnem, exatamente como ela gostava de ver a comunidade: UNIDA.

Assim, cada banco, cada árvore e cada passo dado ali carrega um pouco da história e do exemplo dessa mulher que com humildade e devoção, se tornou parte indissociável da alma do Coxipó do Ouro.





sexta-feira, 4 de julho de 2025

Igreja de Nossa Senhora do Rosário: Berço da Fé e da História de Cuiabá

Localizada no distrito do Coxipó do Ouro, a 20 km de Cuiabá, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, anteriormente dedicada a Nossa Senhora da Penha de França, é um dos mais importantes marcos históricos e religiosos de Mato Grosso e de todo o Centro-Oeste brasileiro. Fundada em 1721, foi o primeiro templo católico da capital mato-grossense e está diretamente ligada à origem da cidade e à ocupação do território além do Tratado de Tordesilhas.


A construção da igreja remonta à época em que bandeirantes paulistas, liderados por Pascoal Moreira Cabral, descobriram ouro na região e fundaram o primeiro arraial, próximo ao local conhecido como São Gonçalo Velho. Nesse contexto, foi celebrada a primeira missa da história de Cuiabá, em 21 de fevereiro de 1721, pelo padre jesuíta Jerônimo Botelho. O ato marcou não apenas o início da evangelização, mas também a fundação simbólica da presença portuguesa na região oeste da colônia, superando as delimitações estabelecidas pelo tratado entre Portugal e Espanha.

Com o passar dos anos, a devoção local se voltou a Nossa Senhora do Rosário, título que a igreja mantém até os dias atuais, como indica a placa turística instalada em sua fachada. Em reconhecimento à sua importância histórica, o templo foi tombado como patrimônio estadual por meio da Portaria nº 032/2010, emitida em 19 de julho de 2010.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário continua sendo um importante polo de fé e cultura. Três grandes festividades movimentam o distrito do Coxipó do Ouro ao longo do ano: a Festa do Divino Espírito Santo (3º final de semana de maio), a de São Benedito (agosto) e a de Nossa Senhora do Rosário (outubro). Dentre elas, destaca-se a Festa do Divino, cuja origem remonta ao ano de 1830, há quase 200 anos. Considerada a mais antiga manifestação cultural-religiosa de Mato Grosso, a celebração reúne centenas de fiéis, moradores, visitantes e filhos da terra, que mantêm viva a tradição com missas, procissões, danças e partilhas comunitárias.

Reconhecendo esse legado espiritual e histórico, foi sancionada a Lei Ordinária nº 7.242/2025, de autoria da vereadora Maysa Leão, em parceria com a comunidade católica. A norma institui oficialmente o "Dia da Primeira Missa em Cuiabá", a ser celebrado anualmente, relembrando o marco do início da vida religiosa na capital. A sanção foi assinada pelo prefeito Abílio Brunini em 11 de abril de 2025.

A Igreja do Rosário permanece como um símbolo de fé, resistência cultural e da história de um povo que, entre a busca pelo ouro e a construção de uma identidade própria, fincou suas raízes no coração do Centro-Oeste brasileiro.


 
Fontes: Arquidiocese de Cuiabá, Assembleia Legislativa, Câmara Municipal de Cuiabá, Coordenação da Igreja Nossa Senhora do Rosário, Central de Associações Rurais do município de Cuiabá

segunda-feira, 17 de março de 2025

Votação projeto de Lei que Institui a data comemorativa da primeira missa de Cuiabá

Dia 18/03/2025 as 10:30 hr na Câmara Municipal de Cuiabá será realizado a votação do Projeto de Lei nr. 3208/2025 que Dispõe sobre a Instituição da data comemorativa da primeira missa celebrada no município de Cuiabá, e da Outras providencias. Indicação realizada pela vereadora Maysa Leão.

Cuiabá completou oficialmente 300 anos de existência em 2019. Mas a história de toda esta região e consequentemente do Estado de MT começou através do Coxipó do Ouro. Aproximadamente no encontro do Rio Mutuca com o Coxipó, o bandeirante Pascoal Moreira Cabral encontrou ouro de aluvião. Ele e a comitiva estavam mais interessados nos índios coxiponés, mas a bravura dos mesmos fez com que a exploração do ouro valesse a viagem. A atividade do garimpo então turbinou a localidade que passou a chamar-se Arraial da Forquilha.

No dia 08/04/1719 Pascoal Moreira Cabral, às margens do rio Coxipó, assinou a ata da fundação da então Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá para garantir os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo.
 


No Jubileu de 300 anos da primeira missa, a associação de moradores realizou um grandioso evento dia 21/02/2021, Celebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Cuiabá Dom Milton Antônio dos Santos, Padre Felisberto Samoel da Cruz e Pároco da comunidade Pedro Canisio.

O Distrito do Coxipó do Ouro se reuni todo ano dia 21/02 para celebração que relembra a primeira missa rezada em Cuiabá, em 21 de fevereiro de 1721.


De acordo com a moradores da comunidade, a tradicional missa em comemoração à primeira missa rezada em solo cuiabano era realizada anualmente desde 1971 até o ano 2000, quando deixou de ocorrer, sendo retomada em 2016.
Atualmente, quem visita Coxipó do Ouro tem a oportunidade de fazer um passeio pela história, através de visitação na Igreja, casarões e conhecer famílias tradicionais (Strobell, Freitas, Ferreira dos Santos, Stumpp, Amorim, Azevedo, Morbeck, Pedroso, Oliveira, entre outras) e um rio propicio a banho.

É importante que este movimento de celebração da primeira missa chegue a toda população cuiabana e que aqueles que vieram de longe, que escolheram Cuiabá para morar, conheçam um pouco da história dessa capital.
 






terça-feira, 7 de novembro de 2023

Padroeiro de Cuiabá ganha imagem gigante na Orla do Porto


Foi inaugurada nessa quarta-feira (1º/11) dia de todos os santos, na Orla do Porto, em Cuiabá, uma imagem gigante do padroeiro da Capital, o Senhor Bom Jesus. A escultura tem 3 metros e a obra é do artista plástico Jânio Borges.

Além de ser padroeiro da cidade, o Senhor Bom Jesus também é padroeiro do Estado de Mato Grosso, da Arquidiocese de Cuiabá e da Catedral Basílica que fica no Centro da Capital.

Para a inauguração da imagem, foi realizada uma cerimônia religiosa com a presença de representantes municipais, membros das igrejas, artistas locais, feirantes da praça e público em geral.

A obra é uma réplica em tamanho maior da imagem que está na Catedral e, que segundo registros históricos, teria sido trazida de Sorocaba (SP) em 1.722 por bandeirantes que fundaram Cuiabá.

Também a relatos de milagres recebidos por fiéis que, diante de uma dificuldade, tocaram o manto da imagem, ou prometeram a entrega de um manto novo. 

Para o Padre Felisberto idealizador do projeto, destaca a importância de ter uma imagem na Orla do Porto,” temos que festejar o padroeiro de Cuiabá, uma cidade que o nosso Senhor escolheu para morar, e esta imagem na Orla do Porto, um local para que todos possam presenciar e viver o espírito de Deus”. 

Thiago Pedroso, líder comunitário e um dos organizadores do evento caminhada da Fé com o Senhor Bom Jesus, que a seis anos é realizada em Cuiabá, comenta sobre a imagem. "No aniversário da nossa capital também é o dia de comemorar o dia do nosso padroeiro, São vários eventos que fazemos e a principal é a Caminhando com Bom Jesus de Cuiabá, onde a caminhada inicia aqui na Orla do Porto II e chega na Catedral, com a imagem sendo inaugurada hoje, só fortalece nosso próximo evento, Parabéns a todos que colaboraram com este novo patrimônio da cidade “.

O ato da inauguração da imagem, contou com a presença dos voluntários da Mitra Arquidiocesana de Cuiabá, o secretário da cultura do município, de artistas da terra, e vários devotos de Nosso Senhor Bom Jesus de Cuiabá.


Idalba Griggi, do grupo organizador, informa que dia 31/03/2022, ano passado, foi inaugurada a primeira imagem gigante do Senhor Bom Jesus, na comunidade São Gonçalo Beira Rio, na região do Coxipó.

Selma Pipino, também organizadora, informa que a imagem foi doada por um doador anônimo.

Lucy Almeida, feirante na praça, convida a população para conhecerem todas as 5ª feiras as exposições de gastronomia e artesanatos na Orla do Porto II e diz que esta imagem vai abençoar o desenvolvimento dos nossos trabalhos.
















terça-feira, 25 de julho de 2023

Após anos de espera, escola municipal rural é reinaugurada em Cuiabá

A gestão do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, entregou neste sábado (22), às 10h, a reforma de mais uma unidade da rede pública municipal de educação, a Escola Municipal de Educação Básica do Campo (EMEBC) Novo Renascer, uma das mais antigas da rede, com 47 anos, localizada na Estrada Rio dos Couros, Km 54 – Fazenda Velha, Distrito do Coxipó da Ponte, onde atende atualmente 195 estudantes da Educação Infantil (Pré-Escola II) e do Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano, esteve presente na inauguração o vice-prefeito e secretário de Obras José Roberto Stopa, ele agradeceu as lideranças comunitárias que têm sido parceiras da atual gestão e falou sobre as obras entregues na região, que além da escola destacou também a ponte do Aricazinho. “A Educação em Cuiabá continua melhorando dia após dia. Mais uma unidade entregue pela gestão a sexta, só neste ano, com recurso exclusivo do Município. Na história da capital nenhuma gestão fez tanto como a gestão Emanuel Pinheiro está fazendo. O padrão das nossas escolas hoje é uma verdadeira revolução, todas as unidades são entregues climatizadas, equipadas com móveis e materiais pedagógicos novos e muito mais. Quanto mais o poder público investir em educação, teremos a certeza de uma sociedade muito melhor no futuro “, ressaltou Stopa.

A Escola Municipal de Educação Básica do Campo (EMEBC) Novo Renascer no ano de 2016 (gestão anterior), o bloco das salas de aula foi interditado devido à queda da estrutura de madeira e das telhas cerâmicas. A escola passou a atender em salas modulares. As obras foram iniciadas em 2020. No entanto, o contrato foi rescindido em maio/2022 por descumprimento do cronograma. No final de 2022, a obra foi retomada por meio de um novo contrato. A escola ganhou um novo e amplo refeitório e a cozinha foi ampliada e totalmente reformada, inclusive ganhando novas despensas. A unidade ganhou uma nova área de serviço, abrigo de gás e lixo, os ambientes administrativos foram readequados e hoje a unidade conta com nova sala de professores, sala de coordenação pedagógica, nova secretaria com arquivo e sala de diretor. Com a reforma, a unidade passou a contar com sala de apoio, sala de leitura e depósito pedagógico anexo à sala de atividades da educação infantil. Foi construído um novo conjunto de sanitários coletivos (masculino, feminino e acessível – PCD) e o alojamento dos técnicos e seus sanitários específicos foram reformados. Foi edificada uma nova torre para caixa d’água com capacidade adequada para reserva de incêndio, com 20.000 litros; novo parquinho com grama sintética; novas rampas e elementos de acessibilidade como pisos táteis, guarda-corpo e corrimões, trazendo maior segurança e conforto para a comunidade escolar. O muro frontal da unidade foi totalmente reformado, sendo que a escola agora conta com novos gradis, paisagismo e identificação. O quiosque passou por melhorias e o piso da quadra foi reformado e pintado. O alambrado também foi reformado e a escola ganhou novos equipamentos, móveis de escritório e brinquedos pedagógicos e 10 novos aparelhos de ar condicionado do Programa Climatizar é Humanizar.

A secretária Municipal de Educação, Edilene de Souza Machado agradeceu por tudo que a gestão fez e faz por Cuiabá e pela Educação, com investimentos em infraestrutura, no pedagógico e na valorização dos profissionais. “A gestão investe em estrutura, no pedagógico e reconhece e valoriza a atuação dos profissionais da educação. Todas as unidades entregues nesta gestão foram pensadas nos mínimos detalhes para trazer dignidade e o melhor para nossos estudantes”, disse ela ao lembrar das condições precárias da escola, após as obras terem sido abandonadas em outra gestão.

Esta foi a 22ª unidade reformada e entregue, no segundo mandato da atual gestão Municipal, a solenidade de inauguração reuniu lideranças comunitárias local, políticos, estudantes, profissionais da educação e a comunidade, também houve apresentações culturais de grupos de estudantes como da Sara do nono ano da escola e dos alunos mirins da recém inaugurados.

 




Fonte: prefeitura de Cuiabá

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